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EFPCs performam melhor que as abertas em 2018

Registraram retorno maior e custos menores que as abertas

08 de março de 2019 | 11

As entidades fechadas (EFPCs) apresentaram rentabilidade bastante superior se comparada à previdência aberta no ano passado. Segundo levantamento através do IGI (Indicadores de Gestão de Investimentos), os fundos de investimentos voltados para as EFPCs tiveram retorno líquido médio de 9,31% ante 6,74% dos fundos das entidades abertas em 2018.

Se considerado o período de 36 meses, o retorno médio anual das EFPCs, que marcou 11,78%, também é superior às abertas, com 10,37%. Outro resultado positivo a favor das entidades fechadas que participam do IGI é o custo menor das taxas dos fundos (ver mais abaixo).

Os fundos voltados para as EFPCs se destacaram na renda fixa, com retorno médio de 8,28% no ano passado, ante 6,27% registrado pelas abertas. Os desempenhos dos dois segmentos nos multimercados foram mais próximos, tendo as fechadas marcado 7,81% na média, e as abertas 7,24%. Já a renda variável das EFPCs rendeu 16% na média em 2018, ante 16,20% das abertas. Cabe ressaltar, que a amostra de fundos de renda variável das abertas é bastante reduzido, pois são escassos os produtos desta categoria no mercado.

"O bom desempenho dos fundos das entidades fechadas foi puxado pelo retorno da renda fixa. As fundações fizeram um importante processo de alongamento dos prazos das carteiras de títulos públicos nos últimos anos que continua dando resultados positivos”, explica Marcelo Nazareth, responsável pelo levantamento do IGI e Sócio-Diretor da Consultoria NetInvest. Os fundos das entidades fechadas apresentam resultados superiores também na categoria de multimercados em todos os horizontes de tempo, aponta o Consultor.

Custos menores – Se a rentabilidade é superior, outro resultado positivo é o custo menor da gestão dos investimentos apresentado pelas EFPCs. Os custos diretos das fechadas é de 0,21% na média, segundo levantamento no IGI, ante 0,59% das abertas. Os custos diretos incluem taxas de gestão, performance, rebate (quando existirem), custódia, entre outros. Em outro indicador, que soma os custos diretos e indiretos, os fundos das entidades associadas da Abrapp apresentam 0,26% ante 0,60% das abertas. Os custos indiretos se referem às taxas das cotas de fundos investidos por outros fundos das entidades.

Embora os custos influenciem no desempenho dos investimentos, a diferença entre os dois segmentos não são justificados apenas pelas taxas ou despesas de administração, aponta Marcelo Nazareth. As diferenças são explicadas também pela alocação estratégica dos ativos, como explicado anteriormente, por exemplo, na renda fixa, que as EFPCs promoveram um bem-sucedido processo de alongamento das carteiras.

 

FONTE: ABRAPP

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